sexta-feira, outubro 28, 2005














Descoberta super agradavel.


Sheila Leirner. Aqui e aqui.




"Un tableau ne vit que par celui qui le regarde."

quarta-feira, outubro 26, 2005

Quanto vale meu blog?



My blog is worth $3,387.24.
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Achei esta dica entre os comentários na Cora.
Veio daqui.
Gostei.

domingo, outubro 23, 2005

Luis Fernando Verissimo


Interferência


Agora é tarde, Inez é morta, provavelmente a tiros, mas o debate vai continuar depois do referendo. E como muita gente se queixou que o referendo foi confuso, sugiro que da próxima vez que consultarem a população sobre o assunto simplifiquem a pergunta, colocando-a em termos corriqueiros, de experiências pessoais como as que estão todos os dias nos jornais, e que qualquer um entenderá. Por exemplo: se você fosse a mãe de um rapaz morto com um tiro numa briga de torcidas, preferiria que fosse mais difícil alguém ter acesso a armas como a que matou seu filho ou que seu filho também tivesse acesso a uma arma para poder se defender? Não é uma pergunta sentimental ou injustamente armada para favorecer um lado, eu até tenho dúvidas sobre como as "mães" hipotéticas responderiam. Mas a questão é, ou era, simplificada, exatamente esta.


Os que pregaram o "Não" invocaram muito a interferência indevida do estado na vida e no direito de escolha dos cidadãos. Vale a pena recordar outras ocasiões em que foram ouvidas queixas parecidas, na história do Brasil. Na abolição da escravatura havia tantos argumentos fortes a favor como contra a medida e - como no caso do referendo das armas - muitos dos antiabolicionistas nem tinham escravos, defendiam a escravatura em nome do direito de quem tinha de não ser coagido pelo estado. Não foi uma resistência emocional, foi racional e bem articulada como muitos dos artigos que lemos recentemente na defesa do "Não", e o resultado é que atrasou a nossa história. O Brasil foi o último país do mundo a acabar com a imoralidade do escravismo. Mas algumas defesas da liberdade de ter escravos foram brilhantes.

Outro exemplo: a revolta contra a vacinação antivaríola no Rio de Janeiro, que chegou, violentamente, às ruas, mas começou na imprensa, onde Oswaldo Cruz era denunciado como uma ameaça pública pior do que qualquer epidemia. Foi preciso recorrer às armas para enfrentar a revolta, e alguns setores do exército aderiram aos revoltosos. A população do Rio foi vacinada literalmente à força. Livrou-se da varíola sob repetidos protestos contra aquela suprema interferência - subcutânea! -do estado na vida dos cidadãos. Oswaldo Cruz perderia um hipotético referendo popular sobre a vacina, na época, de zero.

O Brasil perdeu a oportunidade de dar um bom exemplo ao mundo na questão das armas. Mas estou escrevendo sem saber qual foi o resultado do referendo. Pode ter dado o "Sim". Neste caso, se você leu até aqui, desleia.

domingo, outubro 16, 2005

Bateu uma vontade de fazer as malas...
















Fontaine de Médicis - Jardins de Luxemburgo em Paris - 2002

quinta-feira, outubro 13, 2005












CCBB Rio de Janeiro
1º e 2º andares e Foyer
De 11 de outubro de 2005 a 29 de janeiro de 2006

Rua Primeiro de Março, 66 - Rio de Janeiro RJ
Telefone: 21 3808-2070