quarta-feira, março 31, 2004

terça-feira, março 30, 2004

Achei o máximo este presente que a Helenice deu para Carminha

quarta-feira, março 24, 2004

Vi na Cora. Adorei

quarta-feira, março 17, 2004



Dica do Café Preto
Zuenir Ventura

Derrota da mentira


Como um povo considerado temperamental e estourado como o espanhol, que sofreu três anos de guerra civil, quase meio século de ditadura e há 35 enfrenta o terrorismo, pôde reagir com tanta serenidade e lucidez em meio à dor e ao pânico? Como, em estado de choque, teve discernimento para rejeitar o uso político que o governo fez da tragédia, mentindo e manipulando informações com o objetivo de mobilizar a opinião pública a seu favor às vésperas das eleições?


A rapidez com que as fontes oficiais acusaram o ETA pelo atentado poderia ser atribuída, num primeiro momento, à precipitação e à vontade de descobrir logo a autoria do crime, o que seria uma atitude irresponsável, mas não necessariamente de má-fé. A leitura dos jornais espanhóis e de correspondentes estrangeiros, porém, não deixa dúvida de que foi uma ação deliberada e um jogo sujo. O governo mentiu para a imprensa, pressionou embaixadores e obrigou ministros a agir de forma fraudulenta para se livrar do peso de ter transformado a Espanha em alvo do terrorismo islâmico, ao se associar à aventura de Bush no Iraque.

No momento em que o porta-voz do ETA negava a autoria do massacre, desmentindo o ministro do Interior, que dizia “não ter qualquer dúvida” dessa participação, o primeiro-ministro em pessoa telefonara aos diretores dos principais diários do país para comunicar sua “convicção absoluta” de que os terroristas bascos estavam por trás do atentado.

Da mesma maneira, enquanto a ministra das Relações Exteriores, Ana Palacio, enviava nota aos embaixadores recomendando que aproveitassem “todas as ocasiões para confirmar que o ETA é o autor desses atentados”, a televisão estatal substituía um programa de variedades por um filme sobre o grupo separatista: “Assassinato em fevereiro”.

E por que então não deu certo uma operação que conseguiu impor sua versão até ao Conselho de Segurança da ONU? Como os eleitores descobriram a trama? A melhor resposta talvez tenha sido do correspondente francês Jean-Hébert Armengaud: “Simplesmente porque a mídia espanhola conseguiu junto à polícia informações muito mais confiáveis do que as do governo.” Em outras palavras, fez o que a imprensa americana deixou de fazer em relação às supostas armas de destruição em massa no Iraque. Num primeiro momento chegou a embarcar no engodo, mas em seguida apurou por conta própria e rejeitou a mentira oficial.


Vi na Cora

Não se esqueça: no próximo dia 20, sábado, o ataque ao Iraque completa um ano!

Ativistas estão se mobilizando no mundo todo para que este seja um dia de protesto contra a guerra. Para maiores detalhes (em inglês) clique aqui:

http://www.unitedforpeace.org/article.php?id=2136

quarta-feira, março 10, 2004


Vamos chegando!!!